Mesmo abrindo páginas em branco bem semelhantes ao clássico papel de carne e osso (?), meu editor de textos tem um defeito grave: suas tais páginas em branco não tem cantinhos. Você sabe, aqueles cantinhos onde a gente pode desenhar besteirinhas. E isso faz falta.
Claro que o editor de textos delimita a página e, assim, os cantos dela. Mas mesmo com recursos de desenho (toscos), não há a mesma liberdade, fluidez e sei lá mais o quê que tornam tão legal deslizar o lápis ou a caneta e gerar cubos, círculos, triângulos, arabescos, palavrinhas e moldurinhas.
Eu, na verdade, tenho uma queda por olhos. Gosto de desenhá-los assim, caolhoticamente, de forma individual, sem par, sem rosto, sem boca ou nariz. No máximo uma sobrancelhazinha para garantir equilíbrio e expressão.
E é por essas e outras que ainda não consegui (e acho que nem irei um dia) abandonar por completo o tal papel de carne e osso.