Tuesday, October 18, 2005

SONHOS DE PAPEL



Sei que meus sonhos não saem do papel, feitos que são da matéria-prima dos sonhos, que é a ilusão. E quando abraço a noite pura e simples, e interrompo as palavras com uivos, daí tudo fica nublado, como se fosse só sofrer e mais nada.
Abraço a noite outra vez. Já não tenho motivos e eles não me faltam. Contradição é coisa minha mesmo. E outra noite se vai. Novos sonhos que deixei pra trás. Onde estou? Quem somos nós?
Nada como ficar depois de tantas idas. Nada como sonhar na hora da despedida. Estou sozinho e não tenho ninguém pra me dizer “cale-se”. E não me calo. Agüento a barra, mas não sem escrever. No papel pode. Nele tudo pode. Eu fiz o que pude. No papel. Rompi mil barreiras que eram só minhas e fui adiante. Quebrei a cara. São estas coisas que me deixam mais e mais cansado e injuriado. O tom da noite, a cor da chuva, tudo se faz presente, e já é tarde. Já escrevi demais. Adeus, por ora...

1 Comments:

Anonymous aninha said...

eu queria a formula de tirar do papel meus sonhos.

5:10 PM  

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